Medicina Interna promove formação no tratamento da diabetes

Decorreu no passado fim de semana um curso promovido pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) centrado no tema “Tratamento da Diabetes no Ambulatório”.

Os números da doença continuam a crescer a nível nacional, tal como acontece a nível mundial, estimando-se que em 2035 haverá o dobro do número de pessoas com diabetes. Esta tendência levou a SPMI a promover pelo quarto ano este curso, que procurou fazer uma atualização de conhecimentos e procedimentos no que respeita ao tratamento da diabetes.

Anabela Barros, Coordenadora de Formação em Diabetes, admite que os números da doença são preocupantes e por isso mesmo a aposta na formação dos médicos é obrigatória.

“Esta foi uma formação dirigida a profissionais que estão a fazer a especialidade, ou já fizeram e estão a trabalhar. Por isso o conhecimento transmitido teve de ser eminentemente prático”, explicou, adiantando que no programa foi acautelada uma parte mais teórica, mas a prática mereceu todo o destaque ao longo dos dois dias de curso, inclusive com a presença de doentes, que ofereceram a possibilidade de os formandos fazerem uma simulação de consulta e diagnóstico.

“Garantimos o conhecimento teórico e depois, como o tratamento da diabetes passa muito por alteração de comportamentos, os formandos tiveram também essa experiência, com a aplicação prática desse conhecimento.”

Entre os temas abordados ao longo dos dois dias de formação estiveram a fisiopatologia da doença, a terapêutica não farmacológica, a abordagem nutricional, o exercício físico e a terapêutica medicamentosa.

Medicina Interna e Diabetes são duas partes da mesma equação

Anabela Barros não tem dúvidas de que a especialidade de Medicina Interna pode ajudar a combater a epidemia que a diabetes constitui. A especialista lembra que os internistas lidam de perto com a doença dentro dos hospitais, o que torna obrigatório que estejam capacitados para esse contacto.

“A diabetes é uma doença multi sistémica, uma patologia muito abrangente e continua a haver grandes falhas quanto ao seu tratamento. Portanto, perceber a sua dimensão e saber como tratá-la é fundamental. Nesse contexto, os internistas podem ser protagonistas na deteção precoce da doença, pois sabemos que se trata de uma patologia de evolução lenta e assintomática. É importante fazer a sensibilização para esta doença, e isso consegue-se com iniciativa como esta”, concluiu.

(07/03/2018)