26.º CNMI: um congresso que vai ficar na memória

26.º CNMI: um congresso que vai ficar na memória

À semelhança do primeiro dia de congresso, também o último foi marcado, não apenas por sessões científicas de elevada qualidade, mas pela comemoração de situações que não podiam deixar de ser assinaladas, como, por exemplo, a entrega de prémios e bolsas, a nomeação dos sócios honorários e a celebração dos 25 anos de Cristina Azevedo ao serviço da SPMI. Tudo isto na sessão de encerramento.

“Este é um congresso que vai ficar na memória. O primeiro grande congresso de qualquer grande sociedade científica que, no fundo, marcou um certo desconfinamento. Foi um êxito completo. Não podia estar mais contente comigo, com a sociedade e com toda a gente que conseguiu pôr este evento de pé”, afirmou João Araújo Correia, presidente da SPMI.

E continuou: “Ultrapassou tudo o que julgámos imaginável. Tivemos 1300 inscrições presenciais e mais de 600 inscrições online. As sessões vão ficar gravadas e as pessoas podem assistir a todas as temáticas do seu interesse e não apenas naquelas em que estiveram presentes. Este formato veio para continuar.”

Narciso Oliveira, presidente do 26.ª CNMI, fez também um balanço muito positivo do evento, quer em termos científicos, cuja qualidade foi “elevadíssima”, quer de participação, que foi “muito superior às expetativas”. “A missão foi cumprida. Fomos ao encontro do nosso lema: ‘Degrau a degrau, construir o futuro!’.”

Em relação a este último dia, Narciso Oliveira destacou, essencialmente, três das temáticas abordadas. A “Medical Applications of Nanotechnology”, uma vez que se trata uma tecnologia de futuro. “Já é importante em termos de diagnóstico e vai começar a ser também no que respeita ao tratamento, em muitas áreas.”

“A educação para a Saúde na Diabetes Mellitus Tipo 2”, que aborda a prevenção de complicações, através de estilo de vida, de forma a promover a saúde de pessoas com diabetes, evitando que fiquem doentes.

E, por fim, a sessão “Saúde do Médico”, um tema “muito interessante”. “É bom e útil para meditarmos e pensarmos, porque é essencial que exista a preocupação e a atenção de cuidar de quem trata. É algo que precisa de ser pensado”, conclui.

Para João Araújo Correia, esta reunião plenária, que contou com a moderação da Felisbela Lopes, doutorada em Ciências da Comunicação, e o discurso “esclarecido” de Júlio Machado Vaz, psiquiatra, e de Sobrinho Simões, patologista, foi um dos “momentos mais altos do congresso, que fechou o programa científico com chave de ouro”.

Sobrinho Simões sublinhou que “as novidades trazidas pela pandemia foram as mutações do vírus e a rapidez com que se globalizou”. Noutro momento, afirmou que “a precocidade atual dos diagnósticos, diminui a sua capacidade de previsão tornando essencial para o exercício da medicina o bom senso”.

Júlio Machado Vaz chamou à atenção de que não é “em cima da adrenalina” que as consequências psíquicas de uma pandemia como esta aparecem. “É preciso esperar algum tempo e os medos são iguais nos doentes e nos médicos.”