Sociedade Portuguesa de Medicina Interna apresenta Proposta de Reforma Hospitalar ao Ministério da Saúde
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) está profundamente preocupada com o atual modelo de gestão clínica hospitalar em Portugal. Nesse sentido solicitou ao Ministério da Saúde e Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde uma reunião para apresentar uma Proposta de Reforma Hospitalar.
Na carta enviada a SPMI dá conta que “A pressão crescente e sustentada sobre os serviços de urgência e de internamento médico constitui, um dos mais sérios desafios enfrentados pelos hospitais portugueses. A afluência contínua de doentes com patologia médica aguda, frequentemente associada a multimorbilidade, fragilidade e complexidade social, ultrapassa claramente a capacidade de resposta dos modelos organizativos em vigor”.
A SPMI reafirma a Medicina Interna como o pilar fundamental dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, assegurando a maior fatia da assistência em episódios de urgência e internamento. No entanto, o atual paradigma de gestão tem revelado sinais de exaustão, com repercussões diretas na eficiência assistencial e no bem-estar dos profissionais.
Para a SPMI, “no contexto atual, a Medicina Interna não consegue, isoladamente, dar resposta à dimensão e complexidade do problema que os hospitais enfrentam nos picos de afluência. Tal não resulta de limitações da especialidade, mas da natureza sistémica do desafio, que envolve todo o hospital enquanto organização global. É imperativo operar uma transformação profunda na forma como pensamos e gerimos as instituições de saúde”.
No documento de Proposta de Reforma Hospitalar a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna sistematiza:
- A análise crítica das fragilidades da atual governação clínica;
- Soluções estruturantes para a reorganização dos serviços;
- Propostas para a valorização da polivalência e da centralidade do internista no percurso do doente.
A SPMI acredita que a implementação das medidas propostas é vital para garantir a sustentabilidade do SNS e a qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos.
O momento atual exige uma resposta diferente: institucional, integrada e orientada para o futuro. A crise não pode continuar a ser apenas gerida. Deve ser enfrentada — e transformada.
Pode consultar AQUI a Carta.
Consulte AQUI a Proposta de Reforma Hospitalar.
(03/02/2026)




