Livro do Risco Vascular reúne os hot topics do ano e afirma-se como referência nacional
O Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular (NEPRV) apresentou, na sua mais recente reunião, uma nova edição do Year Book Risco Vascular, uma publicação que compila e analisa criticamente as principais novidades científicas na área. A coordenadora do Núcleo, Vitória Cunha, explica a génese do projeto, o que o distingue de outras publicações e a sua utilidade prática para internos e especialistas de Medicina Interna.
O projeto nasceu praticamente em simultâneo com a criação do NEPRV. “O projeto surgiu logo na criação do núcleo e a primeira publicação foi com o RV 2016/2017, com a primeira direção coordenada pelo Dr. Pedro Marques da Silva”, recorda. Desde o início, o objetivo foi claro: “Criar uma fonte independente e credível de informação, revista e compilada por colegas considerados especialistas e dedicados a cada área, como forma de resumir criticamente as atualizações mais interessantes do ano nas diferentes áreas do risco vascular”.
Segundo a coordenadora, o Year Book Risco Vascular distingue-se de outras publicações científicas por ser único no panorama nacional. “Que saiba, não há publicações do género em Portugal”, afirma. Mais do que uma revisão clássica, o livro reúne aquilo que os autores consideram serem os verdadeiros hot topics do ano. “Um hot topic é algo ‘game-changer’, diferente, novo, desafiante ou provocador de novas formas de pensar, de novas práticas ou de abordagens terapêuticas”, explica, sublinhando o carácter crítico e desafiante da obra.
Questionada sobre as principais novidades científicas ou mudanças de paradigma abordadas nesta edição, Vitória Cunha prefere não hierarquizar temas. “Cada artigo em si é um hot topic de cada área, portanto todos serão novidades ou destaques, e não há temas mais relevantes que outros, no vasto índice vascular do nosso RV”, refere.
Um dos elementos distintivos do livro é a inclusão de comentários de internistas portugueses, que ajudam a contextualizar e interpretar a evidência científica. “É o que diferencia o livro de qualquer resumo do Google ou de outra ferramenta de IA”, salienta. “São peritos portugueses que comentam de forma crítica e profissional o que foi escrito, acrescentando valor a qualquer leitura do artigo por si só.”
O destaque dado à produção científica nacional é também intencional. “Faz todo o sentido, sendo um núcleo da SPMI, priorizar o que por cá se publica”, defende a coordenadora, reforçando a importância de valorizar o trabalho desenvolvido em Portugal.
Quanto à utilização prática do Year Book Risco Vascular, Vitória Cunha acredita que o livro pode assumir vários papéis no dia a dia clínico. “Pode ser uma ferramenta de estudo ou de atualização”, afirma, destacando a sua utilidade para os internos: “Pode ser particularmente útil para os exames de finais de ano, em que se torna relevante saber o que foi publicado recentemente, com a informação condensada num manual abrangente.” Para os especialistas, acrescenta, “é uma forma diferente de atualizar conhecimento e estar a par das novidades”.
O futuro do projeto passa por manter e alargar o seu alcance. Embora continue a ser publicado em papel, o Year Book Risco Vascular está também disponível em formato digital. “É distribuído na nossa reunião e pelos núcleos, mas também está disponível na página da SPMI, no microsite do NEPRV”, explica. Uma das novidades desta edição foi o envolvimento alargado: “Este ano foram convidados a participar todos os núcleos da SPMI.”
Com esta abordagem crítica, colaborativa e focada na prática clínica, o Livro do Risco Vascular consolida-se como uma ferramenta de referência para a comunidade de Medicina Interna em Portugal.
O livro está disponível para consulta Aqui
(14/01/2026)














