Com sotaque algarvio e olhos no futuro: o Orgulhe que abriu o 32.º CNMI
O 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna (CNMI) arrancou oficialmente no Centro de Congressos de Lagoa (CCL), numa sessão solene de abertura marcada pela celebração da Medicina Interna, pela valorização da especialidade e pela apresentação do lema que orienta esta edição: “Orgulhe em Ser Internista”.
A cerimónia contou com a presença de Luís Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Manuel Teixeira Veríssimo, em representação do Bastonário da Ordem dos Médicos, George Dalekos, presidente da European Federation of Internal Medicine, Luís Duarte Costa, presidente da SPMI, e Nuno Bernardino Vieira, presidente do Congresso. Ana Povo, secretária de Estado da Saúde, enviou uma mensagem em vídeo para todos os congressistas.
No discurso de boas-vindas, Nuno Bernardino Vieira destacou o simbolismo de receber o congresso no Algarve, 25 anos depois da última edição organizada pela Medicina Interna algarvia. Para o presidente do congresso, este regresso representou “muito mais do que organizar uma reunião científica”, traduzindo-se num compromisso coletivo com o futuro da especialidade.
Sob o lema “Do Algarve para o Futuro – Inovação em Medicina Interna”, o responsável defendeu a necessidade de pensar a Medicina Interna com visão estratégica, capacidade de liderança e abertura à inovação, sublinhando a ambição de que o congresso contribua para traçar novos caminhos sustentáveis e eficazes para o desenvolvimento da especialidade em Portugal.
Mas foi o novo slogan do congresso que acabou por assumir especial protagonismo. Inspirado na expressão característica do sotaque algarvio, “Orgulhe em Ser Internista” procurou associar a identidade regional à afirmação da especialidade.
Num ano particularmente simbólico para a SPMI, que assinala 75 anos de existência, a sessão de abertura ficou marcada por uma mensagem de valorização da história da especialidade, sem perder de vista os desafios futuros.
“Ser Internista em 2030 começa aqui”, concluiu Nuno Bernardino Vieira, dando oficialmente início aos trabalhos do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna.
Nesta sessão foi também entregue o Prémio Nacional de Medicina Interna 2026 a Lèlita Santos, distinção que representa o mais elevado reconhecimento atribuído pela Medicina Interna portuguesa.
(21/05/2026)














