5.ª Escola de Hepatologia reafirma aposta na formação contínua e na atualização científica dos profissionais de saúde
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), através do Núcleo de Estudo das Doenças do Fígado (NEDF), promove a 5.ª edição da Escola de Hepatologia, 17 de setembro de 2026 a 1 de julho de 2027 em formato e-learning. Esta é uma iniciativa formativa que se tem consolidado como referência na formação e atualização científica dos profissionais de saúde dedicados à abordagem das doenças hepáticas.
Para os diretores da Escola, Suzana Calretas e Jorge Leitão, este marco representa a confirmação da relevância de um projeto que tem vindo a crescer de forma sustentada ao longo dos últimos anos.
“A chegada da Escola de Hepatologia à sua 5.ª edição representa um marco muito significativo para o Núcleo de Estudo das Doenças do Fígado e para a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado. É a confirmação da relevância e qualidade do projeto e a demonstração de que, quando diferentes associações unem esforços em torno de um objetivo comum, é possível criar iniciativas com verdadeiro impacto na prática clínica”, destaca Suzana Calretas.
A edição de 2026-2027 manterá o modelo que tem caracterizado o sucesso das anteriores, com 13 webinars a decorrer entre setembro de 2026 e julho de 2027, sempre às quintas-feiras, pelas 20h00. As sessões terão uma duração de 90 minutos, combinando exposição teórica e discussão interativa, podendo ser acompanhadas em formato síncrono ou assíncrono.
O programa continuará a assegurar uma visão abrangente da Hepatologia, abordando temas como o rastreio e a abordagem da doença hepática, hepatites víricas, doença hepática associada ao álcool, doença hepática esteatósica, doenças hepáticas autoimunes, falência hepática aguda, transplante hepático, tumores hepáticos e cuidados paliativos, entre outros.
Segundo Jorge Leitão, um dos principais desafios passa por responder às necessidades de participantes com diferentes níveis de experiência. “Os conteúdos estão estruturados para serem úteis tanto para profissionais em início de formação, que procuram consolidar conhecimentos basilares, como para clínicos mais experientes, interessados numa atualização científica rigorosa e na discussão das inovações mais recentes nas diferentes áreas.”
Embora a estrutura geral da Escola se mantenha, a atualização permanente dos conteúdos continuará a ser uma prioridade. “A escola propõe-se a ensinar as bases, mas também a mostrar o que de mais recente existe em cada uma das áreas da Hepatologia. Teremos igualmente algumas novidades no que respeita aos especialistas convidados”, adianta Suzana Calretas.
Nos últimos anos, a Hepatologia tem registado avanços significativos, com impacto direto na prática clínica. Entre os desenvolvimentos mais relevantes, os diretores da Escola destacam a crescente utilização de métodos não invasivos para a avaliação da doença hepática, permitindo diagnósticos e monitorização mais acessíveis e seguros para os doentes.
“Assistimos também a progressos muito importantes no tratamento das doenças hepáticas crónicas, nomeadamente da doença hepática associada à disfunção metabólica (MASLD) e das doenças hepáticas autoimunes. Na área do carcinoma hepatocelular, as novas estratégias terapêuticas, incluindo a imunoterapia, vieram alterar o prognóstico de muitos doentes, proporcionando ganhos relevantes em sobrevivência e qualidade de vida”, sublinha Jorge Leitão.
Outro dos avanços destacados prende-se com o reconhecimento crescente da importância dos cuidados paliativos na doença hepática avançada, refletindo uma abordagem cada vez mais centrada na pessoa e nas suas necessidades ao longo de todo o percurso clínico.
Para os responsáveis, a Escola de Hepatologia assume um papel determinante na atualização científica dos profissionais de saúde. “O conhecimento evolui rapidamente e a formação contínua é indispensável para garantir que os profissionais dispõem das ferramentas necessárias para tomar decisões clínicas informadas e baseadas na melhor evidência disponível”, afirma Suzana Calretas.
Já Jorge Leitão salienta o impacto desta formação na qualidade dos cuidados prestados: “Profissionais mais atualizados estão mais preparados para reconhecer precocemente a doença hepática, aplicar estratégias diagnósticas e terapêuticas mais eficazes e adotar uma abordagem cada vez mais integrada e centrada no doente.”
Além da atualização de conhecimentos, a iniciativa tem contribuído para despertar o interesse pela Hepatologia junto das novas gerações de profissionais, ajudando a garantir a continuidade de cuidados diferenciados nesta área.
Aos participantes da 5.ª edição, os diretores deixam uma mensagem clara: “Invistam na vossa formação. A Hepatologia é uma área em rápida evolução e os nossos doentes merecem profissionais atualizados, seguros e com competências transversais, mas também mais diferenciadas”, refere Suzana Calretas.
“Podem esperar um programa científico de elevada qualidade, construído com rigor e dedicação, bem como a possibilidade de contacto direto com especialistas de referência através da discussão de casos clínicos, da partilha de experiências e do esclarecimento de dúvidas da prática diária. É essa articulação que torna esta Escola num espaço único de crescimento profissional”, conclui Jorge Leitão.
Chegando à sua quinta edição, a Escola de Hepatologia mantém o entusiasmo e compromisso que marcaram a sua criação, reforçando a sua missão de promover a excelência na formação médica e contribuir para a melhoria dos cuidados prestados aos doentes com doença hepática.
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