19.º ENIMI reforça papel da Medicina Interna na formação dos futuros especialistas
O 19.º Encontro do Núcleo de Internos de Medicina Interna (ENIMI), promovido pelo Núcleo de Internos de Medicina Interna (NIMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), terminou com um balanço positivo, marcado pela qualidade científica das sessões, pela promoção da partilha de experiências entre internos e pela reflexão sobre os desafios atuais da especialidade. Apesar da adesão presencial ter ficado aquém das expectativas, a organização considera que os principais objetivos do encontro foram alcançados.
“Avaliamos o balanço do 19.º ENIMI como muito positivo e consideramos que os principais objetivos estabelecidos para o congresso foram atingidos“, afirma a coordenadora do NIMI, Flávia Freitas. Ainda assim, reconhece que existe margem para melhorar a participação presencial dos internos. “Apesar de termos tido um número de inscritos significativo, as sessões foram pautadas por poucos participantes, à semelhança do que acontece noutros eventos e em anos anteriores. Teremos de refletir sobre a forma como poderemos obter uma maior participação presencial dos internos nas sessões.”
Entre os momentos que suscitaram maior interesse estiveram as sessões científicas dedicadas à “Síndrome CardioRenoMetabólica” e à “Gestão do Doente Complexo“, bem como o curso pré-congresso, que recebeu um feedback muito positivo por parte dos participantes. A sessão “Internato 101”, criada especificamente para abordar temas relacionados com o internato médico, destacou-se igualmente pela forte adesão dos internos presentes.
“Percebemos um maior interesse nas sessões científicas sobre a Síndrome CardioRenoMetabólica e a Gestão do Doente Complexo. Já a sessão ‘Internato 101’ foi um verdadeiro sucesso e é algo que pretendemos manter em futuras edições”, sublinha.
Para a coordenadora, iniciativas como o ENIMI assumem um papel determinante na formação dos futuros especialistas, não apenas pelo conteúdo científico, mas também pelas oportunidades de contacto entre internos de diferentes instituições e regiões do país.
“Este tipo de eventos permite criar momentos de diálogo e conexão entre internos de todo o país e aproximá-los da SPMI. A comunicação entre internos e a partilha de experiências são fundamentais para compreendermos diferentes realidades, criarmos contactos noutros locais e sermos melhores internos e melhores médicos”, destaca.
Durante o encontro, o NIMI apresentou também as suas plataformas de apoio ao internato, procurando divulgar as ferramentas desenvolvidas para apoiar a formação e incentivar uma participação mais ativa dos internos nas iniciativas do núcleo.
A importância da Medicina Interna no contexto atual dos cuidados de saúde foi outra das mensagens centrais do encontro. Segundo Flávia Freitas, os participantes saíram com a convicção de que a especialidade continua a desempenhar um papel essencial no sistema de saúde português.
“Independentemente das mudanças a que assistimos nos últimos tempos, a Medicina Interna continua a ser uma especialidade essencial ao funcionamento dos hospitais e deve estar na vanguarda da gestão hospitalar“, afirma. Acrescenta ainda que “os internistas têm uma visão global do doente, compreendendo a interligação entre as diferentes patologias e as necessidades em saúde, o que torna a especialidade cada vez mais relevante na prevenção da doença e na prestação de cuidados avançados fora do contexto hospitalar”.
A coordenadora salienta igualmente que a tecnologia esteve em destaque ao longo do encontro, sendo apresentada como uma ferramenta útil para apoiar o raciocínio clínico e a formação dos internos.
O feedback recebido de participantes e palestrantes foi, segundo a organização, amplamente positivo. As sessões científicas e os simpósios foram elogiados pela qualidade das discussões e pela atualização dos conteúdos apresentados, enquanto a sessão do NIMI dedicada aos internos deverá manter-se nas próximas edições, dada a sua importância para reforçar a interação entre o núcleo e os médicos em formação.
Quanto ao futuro, o NIMI pretende dar continuidade às atividades definidas para o atual mandato, mantendo o compromisso de desenvolver ferramentas e iniciativas que contribuam para a formação dos internos e para o fortalecimento da comunidade da Medicina Interna.
“Percebemos, ao fazer o balanço destes 20 anos de NIMI, que este núcleo é feito de internos que decidiram dar um pouco mais em prol dos seus colegas, criando ferramentas de apoio, formações e eventos que promovem a aprendizagem de competências médicas e não médicas, bem como o diálogo e a conexão entre internos. Esta missão deverá perdurar nos próximos anos”, refere.
“Esperamos que o 20.º ENIMI seja uma celebração destes 20 anos, com um programa cativante e que conte com a participação ativa de um número ainda maior de internos“, conclui.
(09/07/2026)




