Network de Imunologia da Zona Norte reforça colaboração e resposta clínica em doenças autoimunes

A próxima edição do Network de Imunologia da Zona Norte, sob a responsabilidade de Elisabete Pinelo, volta a reunir profissionais de saúde num encontro dedicado à partilha de conhecimento e à discussão de desafios clínicos em doenças autoimunes. A iniciativa pretende consolidar o trabalho em rede e responder às necessidades crescentes da prática clínica nesta área.

Segundo a responsável, o principal objetivo passa por fortalecer a colaboração entre equipas e promover uma abordagem multidisciplinar. “Queremos envolver de forma mais ativa os diferentes profissionais de saúde que fazem parte das nossas equipas, refletindo a necessidade de abordagens integradas”, afirma Elisabete Pinelo. Paralelamente, estas reuniões permitem dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nas consultas e unidades de doenças autoimunes da região, evidenciando o seu impacto na melhoria da acessibilidade aos cuidados e no acesso a terapêuticas inovadoras.

O programa científico desta edição foi desenhado com base em desafios concretos da prática clínica. Entre os temas em destaque está a abordagem da patologia autoimune no idoso, uma realidade frequentemente subvalorizada, mas que exige estratégias específicas. “Trata-se de uma população mais vulnerável, que requer uma abordagem diferenciada”, sublinha.

Será também abordado o uso de imunoglobulina humana nas doenças imunomediadas sistémicas, com o objetivo de clarificar as suas indicações, tanto em contexto on-label como off-label. Outro ponto relevante será a interpretação da radiologia convencional, um exame amplamente disponível, mas cuja leitura pode ser desafiante no contexto das doenças autoimunes.

A reunião incluirá ainda uma revisão da gestão da doença pulmonar intersticial associada às doenças do tecido conjuntivo, uma manifestação com impacto significativo na morbilidade e mortalidade. Por fim, serão discutidas as dualidades associadas aos inibidores de check-point, fármacos cada vez mais utilizados e que levantam novos desafios na prática clínica. “Estes temas refletem bem a complexidade e a evolução constante da área da autoimunidade”, destaca.

Numa região com um elevado número de hospitais e centros com atividade nesta área, o Network tem assumido um papel central na aproximação entre equipas. “Tem sido possível cimentar a colaboração entre pares, promover referenciações mais direcionadas e até delinear projetos conjuntos de formação e investigação”, explica Elisabete Pinelo. Para a especialista, estes encontros funcionam como um verdadeiro catalisador para a construção de uma rede regional mais coesa e orientada para a otimização dos cuidados.

O formato das sessões, que combina revisão de temas com discussão de casos clínicos, é outro dos pontos fortes da iniciativa. “Permite consolidar conceitos e discutir casos complexos num ambiente de proximidade, o que é muito útil para melhorar e uniformizar a atividade assistencial”, refere.

Relativamente a esta edição, as expectativas são de continuidade no crescimento da participação. “Esperamos manter e, idealmente, aumentar a adesão, com um envolvimento ativo dos diferentes hospitais e unidades locais de saúde”, afirma, destacando a importância de todos se sentirem representados neste espaço comum.

A terminar, Elisabete Pinelo deixa um convite aos profissionais que ainda não participaram: “Estes encontros são pensados para serem práticos, dinâmicos e próximos da realidade dos serviços, oferecendo um espaço seguro para partilhar experiências”. Para a responsável, participar nestas reuniões é uma oportunidade para atualizar conhecimentos, criar redes de contacto e reforçar o sentido de comunidade. “Trabalhar em conjunto para melhorar o cuidado aos doentes com doenças autoimunes é algo que nenhum de nós consegue fazer isoladamente”, conclui.

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(20/04/2026)