19.º ENIMI assinala 20 anos do Núcleo de Internos de Medicina Interna com encontro em Aveiro
A Universidade de Aveiro recebe, entre 25 e 27 de junho, a 19.ª edição do Encontro do Núcleo de Internos de Medicina Interna (ENIMI), um evento que este ano assume um significado especial ao assinalar os 20 anos da constituição do Núcleo de Internos de Medicina Interna (NIMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI). A iniciativa pretende reunir internos de todo o país para três dias de atualização científica, reflexão sobre o percurso da especialidade e partilha de experiências formativas.
“A 19.ª edição do Encontro do Núcleo de Internos de Medicina Interna será particularmente especial, uma vez que coincide com a celebração dos 20 anos da constituição do NIMI. Pretendemos que este encontro seja, simultaneamente, um momento de celebração e de reflexão sobre o percurso do Núcleo e o seu contributo para a formação dos internos de Medicina Interna em Portugal”, afirma Flávia Freitas, coordenadora do NIMI. Nesse sentido, o programa procurará revisitar momentos marcantes da história do Núcleo e da própria SPMI, dando igualmente espaço a testemunhos e percursos pessoais dentro da especialidade.
Segundo Rui Pancas, principal responsável pela organização do 19.º ENIMI, a construção do programa científico seguiu três eixos principais. “Em primeiro lugar, quisemos estimular a participação de outros núcleos da SPMI, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento da Medicina Interna e para a própria história do NIMI. Em segundo lugar, apostámos na inovação científica, selecionando temas atuais e relevantes para a prática clínica. Por fim, procurámos incentivar a reflexão sobre o internato em Medicina Interna, abordando desafios formativos e perspetivas futuras da especialidade”, explica.
Entre as sessões previstas, destaca-se um momento particularmente diferenciador, dedicado à análise da evolução da especialidade e aos desafios que se colocam às novas gerações. “A sessão ‘Entre o passado e o futuro da Medicina Interna’ pretende promover uma reflexão mais alargada sobre o percurso da especialidade e sobre os desafios que se colocam às novas gerações de internistas”, refere Rui Pancas. Durante esta sessão serão discutidos temas como a evolução da formação, as oportunidades profissionais dentro e fora de Portugal e os diferentes percursos de carreira possíveis para os médicos internistas.
Para além do programa científico, o ENIMI assume também um papel importante na formação e no desenvolvimento profissional dos internos. Flávia Freitas sublinha que o encontro funciona como um espaço privilegiado de partilha e aprendizagem. “Este encontro assume um papel relevante enquanto espaço de encontro e de troca de experiências entre internos de Medicina Interna. Permite discutir desafios comuns do percurso formativo, conhecer diferentes realidades institucionais e promover o contacto direto com especialistas e com a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna”, destaca.
Ao longo das várias edições, o envolvimento dos internos tem sido uma das marcas do evento, através da apresentação de trabalhos científicos e da participação ativa nas sessões e cursos pré-congresso. “Sendo um encontro pensado por e para internos, essa participação é essencial para a dinâmica do evento, porque permite trazer para discussão experiências clínicas, projetos de investigação e desafios vividos nos diferentes serviços de Medicina Interna do país”, afirma Rui Pancas.
Entre os temas que estarão em destaque nesta edição encontram-se alguns dos desafios mais atuais da especialidade. “Procurámos destacar questões particularmente relevantes para a prática atual da Medicina Interna, como a gestão do doente complexo, que exige uma abordagem integradora e multidisciplinar”, explica o responsável pelo encontro. A par deste tema, estará também em debate o impacto da criação da nova especialidade de Urgência e Emergência, uma questão que tem gerado reflexão na comunidade médica, sobretudo no que diz respeito às implicações para a organização dos serviços hospitalares e para o papel da Medicina Interna.
A diversidade de origens dos membros do Núcleo reflete-se também na própria organização do encontro. Como refere Flávia Freitas, “o NIMI é constituído por internos de diferentes instituições e regiões do país, pelo que a própria organização do encontro acaba por refletir essa diversidade”. A preparação do programa envolve contributos de internos com experiências distintas, permitindo integrar diferentes perspetivas e convidar oradores de várias áreas e instituições.
Quanto às expectativas para esta edição, a organização acredita numa forte adesão. “Tendo em conta o caráter especial desta edição, que assinala os 20 anos do NIMI, bem como a estrutura do programa e a localização escolhida, temos a expectativa de uma boa participação dos internos de Medicina Interna”, afirma Rui Pancas, acrescentando que o objetivo é continuar a afirmar o ENIMI como um espaço de encontro entre colegas de diferentes instituições.
A coordenadora do NIMI deixa também uma mensagem particular para os internos que irão participar pela primeira vez. “Este é um encontro organizado por internos e para internos, pensado para responder às suas preocupações e interesses ao longo do percurso formativo. Para quem participa pela primeira vez, esperamos que seja uma oportunidade não só de aprendizagem, mas também de conhecer outros internos, trocar experiências e sentir-se parte da comunidade da Medicina Interna.”
No final, a organização espera que os participantes levem consigo mais do que apenas atualização científica. “Do ponto de vista científico, esperamos que os participantes possam contactar com inovações e temas atuais em diferentes áreas da Medicina Interna”, refere Flávia Freitas. “Mas, do ponto de vista humano, gostaríamos que este encontro reforçasse a ideia de que ser médico de Medicina Interna implica compreender a complexidade da natureza humana, uma vez que lidamos diariamente com doentes e contextos muito diversos.”
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(11/03/2026)





