Grelha de avaliação de exame de fim de internato da especialidade de Medicina Interna

Colégio de Especialidade de Medicina Interna
Ordem dos Médicos

Ex.ª Membro do Colégio de Especialidade
De Medicina Interna:

O Conselho Directivo do Colégio de Especialidade de Medicina Interna apoia na generalidade o novo Regulamento do Internato Médico, exarado na Portaria nº183/2006 de 22 de Fevereiro. No entanto, a lei é omissa na ponderação relativa dos vários itens a ter em conta em cada uma das três provas, que constituem o Exame de Avaliação Final. No caso da Medicina Interna, este facto assume maior relevância pela necessidade de constituir vários Júris Nacionais, dado o número de candidatos em presença. A nossa preocupação é a de que, não havendo regras definidas na lei, a injustiça da avaliação “caseira” de outrora, seja agora substituída pela disparidade de critérios de avaliação entre os diferentes Júris Nacionais. Assim, sugerimos uma grelha de avaliação, que poderá servir de guia aos membros dos diferentes Júris. Esta é uma segunda versão, que incorpora variados contributos de muitos colegas enviados a título individual e de alguns consensos obtidos numa reunião para Orientadores de Formação, realizada em Março em Tomar, promovida pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, com a presença do Conselho Directivo do Colégio.

1) Artigo 80º – Prova de discussão curricular (0-20 valores)

a) Notas anuais obtidas pelo candidato ao longo da sua formação – 45% (peso relativo).
b) Descrição e análise do trabalho do candidato, no Internamento, na Consulta Externa e no Serviço de Urgência (nº de doentes e patologias) e contributo individual para a inovação do Serviço – 10% (peso relativo). Discussão e Defesa Pública dos dados apresentados – 10% (peso relativo).
c) Frequência de Cursos com interesse formativo e sujeitos a avaliação final – Pontuação máxima quando> ou = 5, desde que inclua o Curso de Suporte Avançado de Vida – 5% (peso relativo).
d) Publicação de trabalhos, no âmbito da Medicina Interna, em Revistas com Conselho Científico, revisores, e normas de publicação – 10% (peso relativo).

Notas:

Só são considerados os trabalhos publicados ou aceites para publicação Resumos não são considerados como publicações.
1º Autor = 2 pontos, Co-Autor =1 ponto.

Pontuação máxima se 10 ou + pontos (objectivo de 5 publicações) – 10% (peso relativo).

Comunicações ou Posteres apresentados em Congressos – 5% (peso relativo).

Notas:

Pontuação duplica se Congresso Nacional, Europeu ou Mundial, organizado pelas respectivas Sociedades Científicas de Medicina Interna ou de outras Especialidades Médicas.
1º Autor = 4 pontos, Co-autor = 2 pontos.
Pontuação máxima se 40 ou + pontos (objectivo de 10 comunicações) – 5% (peso relativo).

e) Trabalhos escritos ou comunicados no âmbito do Serviço (valorização máxima se 10 ou mais trabalhos) – 5% (peso relativo).
f) Formação de outros profissionais na área da Medicina – 5% (peso relativo).

Notas:

Docência Universitária + Colaboração na pós-graduação = 1 valor; Colaboração na pré e pós-graduação = 0,8 valores;
Colaboração na pré ou na pós-graduação = 0,6 valores.

g) Doutoramentos ou Mestrados no âmbito da Medicina – 2,5% (peso relativo). Programas de Investigação Académica ou Clínica (estudos epidemiológicos, estudos retrospectivos, ensaios clínicos multicêntricos, etc – excluem-se ensaios dirigidos à prescrição patrocinados pela indústria farmacêutica) – 2,5% (peso relativo).

2) Artigo 81º – Prova prática (0-20 valores)

Discussão do relatório elaborado sobre um doente, sendo aspectos essenciais da avaliação:
Anamnese/Exame físico
Hipóteses diagnosticas e sua discussão.
Elaboração justificada de uma lista de exames complementares necessários ao esclarecimento da situação clínica.
Diagnóstico mais provável, plano terapêutico, prognóstico e plano de seguimento.

3) Artigo 82º – Prova teórica (0-20 valores)

a) Recomenda-se que o Júri proponha ao candidato a escolha de dois grandes temas da prática clínica da Medicina Interna, de quatro hipóteses que lhe são colocadas – 60% (peso relativo).
b) Interrogatório livre (questões de resposta curta, efectuadas pelo menos por dois membros do júri, duas a quatro perguntas cada um) – 40% (peso relativo).

Conselho Directivo do Colégio de Especialidade de Medicina Interna

Coimbra, 28 de Setembro de 2007