Resumos - Consulta
MELANOMA MALIGNO OCULTO METASTIZADO. CASO CLÍNICO
D. Oncológicas   -   Poster
Congresso ID: PO-971   -   a partir do dia 29 de Maio nos LCDs
UNIDADE LOCAL DE SAúDE DO ALTO MINHO – HOSPITAL DE SANTA LUZIA, VIANA DO CASTELO – SERVIçO DE MEDICINA 1
Duarte Silva, Cátia Barreiros, Irene Miranda, Carmélia Rodrigues, Diana Guerra, Alfredo Pinto
Introdução: O melanoma maligno (MM) é uma das neoplasias malignas que, com maior frequência, metastiza para o trato gastrointestinal. As metástases podem apresentar-se à data do diagnóstico primário ou anos após, como primeiro sinal de recorrência. A incidência global de metástases gastrointestinais é de cerca 43.5%. Caso Clínico: Homem, 47 anos, esplenectomizado há 30 anos após trauma. Três meses antes da admissão iniciou náuseas. Endoscopia digestiva alta (EDA) revelou ´gastropatia do antro e esofagite´. Seguiu-se astenia, anorexia, perda ponderal de 10Kg, rouquidão e dor abdominal contínua, em moedeira que o impedia de dormir, com várias semanas de evolução. Na admissão hospitalar: abdómen com massa dolorosa e dura, palpável no epigastro. Analiticamente colestase com FA/ GGT: 324/382 UI/L e LDH 4226UI/l. Radiografia torácica sem alterações. TC abdominal relata provável metastização hepática maciça com aumento do volume hepático; nódulo no pulmão esquerdo. Repetiu EDA revelando lesões papulares de 2-5 mm de coloração roxa/castanha junto à transição esofago-gástrica, fundo e corpo gástricos, suspeitas de melanoma. Foi avaliado por dermatologia que excluiu a presença de lesões suspeitas e por otorrinolaringologia que descreve parésia da corda vocal esquerda, com aspeto normal, em possível relação com a neoplasia. Colonoscopia sem alterações. As biópsias hepáticas e gástricas revelaram metástases de melanoma maligno. Realizou PET-CT: metastização hepática maciça, pulmonar e ganglionar. Orientado para IPO, veio a falecer antes de iniciar quimioterapia, cinco meses após o início dos sintomas. Conclusão: Apenas 5 % a 10 % dos MM são encontrados primeiramente em áreas internas do corpo, sem sinais cutâneos óbvios. Neste doente o tumor primário não foi encontrado (MM oculto- 3,2% casos). Na apresentação a metastização era extensa, com mau prognóstico, de acordo com a literatura, que refere sobrevida média de 6 a 8 meses no MM metastático.
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