Resumos - Consulta
O EDEMA PULMONAR DE REPERFUSÃO COMO COMPLICAÇÃO DA ANGIOPLASTIA PULMONAR COM BALÃO NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO PULMONAR TROMBOEMBÓLICA CRÓNICA
Medicina de Urgência e Cuidados Intermédios   -   Poster
Congresso ID: PO-1278   -   a partir do dia 29 de Maio nos LCDs
CENTRO HOSPITALAR SÃO JOÃO, UNIDADE CUIDADOS INTERMÉDIOS DE MEDICINA
SOFIA MOREIRA SILVA, VERA FONTES, SOFIA BARROSO, SÉRGIO SILVA, VITOR BRAZ, PAULA DIAS, FERNANDO FRIÕES, GONÇALO ROCHA, JORGE ALMEIDA
A doença pulmonar tromboembólica crónica é causa de hipertensão arterial pulmonar (HTPTEC) e, se não tratada, culmina em falência ventricular direita. O único tratamento potencialmente curativo é a tromboendarterectomia pulmonar (TEAP). Os doentes não candidatos a TEAP devem iniciar terapêutica médica e serem avaliados para angioplastia pulmonar com balão (APB). Apresenta-se o caso de um homem de 55 anos com HTPTEC (pressão média na artéria pulmonar de 47mmHg) e insuficiência cardíaca direita, habitualmente em classe III-IV de New York Heart Association, hipocoagulado e a fazer sildenafil e ambrisentran. Sem indicação para TEAP por doença distal inacessível. Submetido a APB da artéria do segmento basilar posterior do lobo inferior direito a 17/07/2014, com bom resultado angiográfico. Pós-procedimento com choque séptico e disfunção multiorgânica com necessidade de suporte ventilatório invasivo e vasopressor, tendo evoluído favoravelmente (bacterémia Klebsiella pneumoniae). Submetido a nova APB a 23/9 de duas artérias lobares inferiores direitas, sendo admitido em Unidade Cuidados Intermédios, pós procedimento. Agravamento da insuficiência respiratória às 48 horas, com infiltrado pulmonar direito de novo. A tomografia mostrou padrão de perfusão em mosaico, interpretado como edema pulmonar de reperfusão (EPR). Necessidade de suporte ventilatório não invasivo com elevada pressão positiva e alto débito de oxigénio. Evolução desfavorável, com disfunção multiorgânica, tendo falecido. Os autores procuram com este caso expor as possíveis complicações da APB, procedimento cada vez mais frequente no tratamento da HPTEC. O EPR é uma complicação frequente (mata 1 em cada 18 doentes), mais prevalente nos lobos mais vascularizados. O tratamento é de suporte podendo ser necessário suporte ventilatório por semanas. O uso de scores preditores de risco, abordagens múltiplas intervencionando uma artéria de cada vez e dilatações controladas diminuem o risco de complicações.
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