Resumos - Consulta
MESOTELIOMA MALIGNO, UMA ENTIDADE RARA E ARRASADORA
D. Oncológicas   -   Poster
Congresso ID: PO-1017   -   a partir do dia 29 de Maio nos LCDs
CENTRO HOSPITALAR DE LEIRIA, SERVIçO DE MEDICINA 1
Vânia Rodrigues, Miguel Pires, Adriana Sousa, Filipa Amado, Ana Ferrão, Renato Saraiva
O mesotelioma maligno é um tumor primário de células mesoteliais que envolve a pleura em cerca de 87% dos casos, podendo também envolver o peritoneu ou outros órgãos. Existem 3 tipos histológicos major: epitelial, sarcomatoso e bifásico sendo que, na maioria dos casos, envolve exposição prévia a asbestos. É mais comum no sexo masculino, com um período de latência de 35 a 45 anos e cerca de 2/3 dos casos desenvolvem-se entre a 5.ª e a 7.ª décadas de vida. Os autores apresentam o caso de um homem de 85 anos, trabalhador em minas durante 35 anos, que recorreu ao serviço de urgência por tosse seca persistente com 3 semanas de evolução e dispneia de agravamento progressivo. Do estudo efectuado salienta-se: radiografia de tórax com volumoso derrame pleural esquerdo; toracocentese diagnóstica compatível com exsudato e citologia do líquido pleural com ausência de células neoplásicas; tomografia computorizada (TC) torácica com massa de 4.7x2cm, aparentemente de base pleural de natureza tumoral, entre o terço superior e médio do campo pulmonar esquerdo; Biópsia transtorácica percutânea com pleurite em organização. Realizou ainda Broncofibroscopia, TC abdomino-pélvica e Cintigrama ósseo. Foi encaminhado para o serviço de Cirurgia Torácica tendo sido submetido a Toracotomia com exérese em bloco da massa pleural que, após estudo anátomo-patológico, confirmou Mesotelioma bifásico com envolvimento da margem cirúrgica. Orientado para consulta de Decisão terapêutica com indicação para cuidados de suporte. Mantém seguimento em consulta de Dor e de Medicina Interna. Apesar de cerca de 90% dos doentes com mesotelioma pleural apresentarem derrame pleural, o seu exame citológico é apenas diagnóstico em 32% dos casos. Esta neoplasia ganhou progressivo destaque devido à incidência crescente observada nas últimas décadas. Apresenta um prognóstico muito reservado, mesmo com tratamento adequado, com uma sobrevida média aos 5 anos de aproximadamente 14%.
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