Resumos - Consulta
ASCITE MALIGNA – UMA CAUSA RARA.
D. Oncológicas   -   Poster
Congresso ID: PO-044-05   -   Dia 13 de Março das 07h30 às 08h30 na Sala Mezanino - Pestana Forum
HOSPITAL PROF. DR. FERNANDO FONSECA, AMADORA
Santos C., Patrocínio J., Borges A., Fernandes M., Penha D., Major M.
O carcinoma de células renais (CCR) é a lesão sólida mais comum do rim e representa 2 a 3% de todos os cancros. O tagabismo é o único factor de risco comprovado e os subtipos histológicos mais frequentes são de células claras, papilar e cromofóbico. Raramente envolve as cavidade serosas levando a efusões. Apresentamos o caso de um homem, de 56 anos com antecedentes de hipertensão essencial, tabagismo e hábitos etanólicos moderados. Recorreu ao Serviço de Urgência por um quadro de aumento do volume abdominal e dispneia para médios esforços com 3 meses de evolução. Realizou-se ecografia abdominal que revelou ascite volumosa e efectuou-se paracentese diagnóstica cujo resultado revelou células mesoteliais reactivas, positividade para células com BerEp4 e positividade para células neoplásicas (carcinoma). Foi internado para investigação de neoplasia oculta. Durante o internamento efectuou-se Tomografia Computorizada (TC) toraco-abdómino-pélvica que revelou duas formações nodulares renais e extensa carcinomatose peritoneal. Analiticamente salientava-se: hemoglobina 12.8g/dL, velocidade de sedimentação 86mm e proteína C reactiva 6.03mg/dl. Realizou-se endoscopia digestiva alta sem lesões e ecografia renal que revelou uma massa exofítica no rim direito com 4.7 cm de maior diâmetro. Realizou-se biópsia peritoneal que revelou um carcinoma papilar. Uma vez que a apresentação de um CCR com ascite é rara e após discussão do caso com a Urologia optou-se por realizar uma biópsia da massa dirigida por TC. A anatomia patológica revelou um CCR papilar. O doente foi referenciado à Oncologia e iniciou quimioterapia com tensirolimus, veio a falecer 3 meses após o diagnóstico com uma peritonite bacteriana espontânea. Efusões malignas, especialmente peritoneais são vista em menos de 2% dos doentes com CCR e podem ser difíceis de diagnosticar citologicamente, especialmente na presença de células mesoteliais reactivas. A presença de ascite maligna implica um prognóstico desfavorável.
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