Resumos - Consulta
ISQUÉMIA VENOSA MESENTÉRICA: O TRATAMENTO MÉDICO – CASO CLÍNICO
D. Gastroenterológicas   -   Poster
Congresso ID: PO-037-01   -   Dia 14 de Março das 07h30 às 08h30 na Sala Mezanino - Pestana Forum
SERVIçO DE MEDICINA INTERNA DA ULS NORDESTE - UNIDADE DE BRAGANçA - PORTUGAL
Helena Maurício, Cátia Pereira, Ana Teresa Gonçalves, Rui Terras, Carla Pinto, Cristiana Batouxas, Romeu Pires, Tiago Loza, Liliya Malanka, Cristiana Pinto, Elisa Tomé, Adelaide Esteves, Prudência Vaz
Introdução: O risco de trombose venosa mesentérica aumenta em estados de hipercoagubilidade, hipertensão portal, infeção abdominal, pancreatite, malignidade, tabagismo… A apresentação clinica é insidiosa, com taxa elevada de mortalidade e algumas vezes o diagnóstico é apenas realizado em autópsia. Descrição: Os autores descrevem o caso de um doente do sexo masculino, de 62 anos, com antecedentes de doença hepática crónica de etiologia alcoólica (Child A) com varizes esofágicas e paraganglioma nasal benigno. Admitido no serviço de urgência por dor abdominal periumbilical com 4 dias de evolução, irradiação para os quadrantes inferiores e região dorsal, associada a náuseas e anorexia. Sem alterações do trânsito intestinal, sem perdas hemáticas ou outra sintomatologia. Ao exame objetivo encontrava-se sem flapping, pele sem alterações, apirético e hipertenso. Auscultação cardiopulmonar sem alterações, abdómen mole e depressível, doloroso à palpação profunda na região periumbilical, ruídos hidroaéros presentes. Sem edemas periféricos. Analiticamente hiperbilirrubinémia indirecta, PCR 3,37 mg/dL, sem outras alterações. A radiografia abdominal não apresentava alterações. A Tomografia computorizada (TC) abdomino-pélvica revelou veia porta permeável com trombose de alguns dos ramos da veia mesentérica superior e trombose excêntrica da porção terminal da veia mesentérica superior, sem ascite. O doente foi internado no serviço de Medicina Interna, realizou estudo protrombótico que foi negativo e iniciou anticoagulação oral (ACO) com varfarina, com melhoria das queixas álgicas. Sem recorrência da sintomatologia no seguimento em consulta externa. Conclusão: A trombose venosa da veia mesentérica é uma causa menos comum de isquémia vascular abdominal, sendo a cirrose um dos fatores propiciadores desta alteração. A TC é o exame diagnóstico de escolha. Associada à hipertensão portal o tratamento é habitualmente médico com ACO que reduz o risco de recorrência.
2013 Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento: b-online.pt