HomeHistóriaDocumentosCorpos GerentesContactosWebMasters
Discurso do Presidente do 9º Congresso Nacional

Realiza-se pela primeira vez um Congresso Nacional de Medicina Interna na Região Autónoma da Madeira.

Como Internista e como Director de Serviço mais antigo na Região, em meu nome pessoal e em nome da Medicina Interna do Centro Hospitalar do Funchal, quero dar as Boas Vindas a todos os colegas.

Agradecemos à Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), na pessoa do seu Presidente, Prof. Dr. Fernando Santos, toda a confiança e apoio que nos deu, e aos colegas com quem, há mais de dois anos, acertámos e confirmámos este Congresso na Madeira, os Drs. Carlos Soares de Sousa e Faustino Ferreira.

Um abraço muito amigo aos colegas do meu serviço, que, todos sem excepção, tudo fizeram para que o nosso Congresso seja um êxito.

Os nossos agradecimentos à Industria Farmacêutica. Sem o Vosso apoio seria impensável e impossível realizar este Congresso.

O Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos não está aqui presente, por necessidade imperiosa de se ausentar, em serviço, para o estrangeiro. Sei que era sua intenção acompanhar-nos neste momento, pois muito respeita e valoriza a Medicina Interna.

Agradecemos ao Prof. Dr. Jaime Merino, Presidente da Federação Europeia de Medicina Interna. Estar connosco hoje e aqui confirma a importância do Internista na Medicina da Europa. Agradecemos a todos os colegas que amavelmente acederam em participar neste nosso Congresso, quer como prelectores, moderadores ou como congressistas.

I would like to thank our foreigners colleagues, that accepted our invitation to come to our National Congress. I hope we be able to discuss and exchange experiences and knowledge’s. Wellcome to Madeira.

O Programa Cientifico cumpre critérios de qualidade e abarca temas actuais. Muito valorizamos a participação dos colegas mais jovens, e dos mais de 600 trabalhos apresentados para posters ou comunicações orais, foram seleccionados cerca de 420, por razões de ordem logística.

Atribuiremos o Prémio Dr. Mário Sardinha e duas Menções Honrosas aos melhores trabalhos apresentados, assim como Bolsa de Estudos VIH da S.P.M.I.

A Medicina Interna faz-se respeitar quando reconhece a boa prestação, do Minho à Madeira, do Algarve aos Açores.

Reconhece e premeia. Temos aqui esse exemplo.

Em 1990 participamos no 1º. Congresso Nacional de Medicina Interna, então realizado em Coimbra, numa mesa redonda presidida pelo Sr. Prof. Armando Porto. Passados 13 anos, cá estamos com o mesmo entusiasmo e prontos a passar o testemunho a uma brilhante folha de novos Internistas.
Internistas que somos, forçosamente sabemos trabalhar em equipa.

Se do nosso saber e trabalho depende a boa prestação médica do bom ambiente de trabalho e entendimento com todos os outros profissionais, especialmente a nossa enfermagem, depende a imagem dos Serviços.

O respeito é necessário e fundamental, como essencial é a assunção da chefia. Defendemos chefias que saibam ouvir, dialogar e decidir.

Naturalmente, defendemos a chefia médica, porque pretendemos liderar e não dominar.

Defendemos os CRIS e apoiaremos as alterações que se justifiquem no sentido de prestar mais e melhores cuidados aos nossos doentes, não descurando nunca as nossas necessárias condições de trabalho e actualização.

A Medicina Interna, no Centro Hospitalar do Funchal, não tem listas de espera. E não as tem há várias anos. É ainda o garante do serviço de Urgência e tem idoneidade total no que se refere ao Internato Médico da Especialidade.

A razão e o coração confrontam-nos com o dilema das altas problemáticas. Todos temos essa dificuldade.

Não é de solução fácil mas tem de ser encarada e resolvida para bem dos verdadeiros serviços de Medicina Interna, e, sobretudo, dessas pessoas.

Num mundo onde os únicos sonhos permitidos são os que se podem comprar, a felicidade passou a ser apenas um atributo da posse. A realização pessoal, que é ou deveria ser, o caminho de qualquer vida, já só consiste, perversamente, na resignação e na sujeição.

Realizam-se adaptando-se, executando os gestos dos outros, sem nunca se integrarem. Realizam-se, não se realizando, porque a sociedade não lhes permite mais. Inquietam-se.

E essa inquietação não é uma fuga, mas sim procura.

Preocupamo-nos, somos Internistas

Muito Obrigado


Funchal, 2003


Fernando Drummond Borges

Presidente do 9º Congresso Nacional de Medicina Interna,
Director do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar do Funchal

voltar à pagina anterior voltar à pagina anterior
© SPMI - Sociedade Portuguesa de Medicina Interna
desenvolvimento : João Figueira